Passaram tantos anos.
Muitos anos.
Todos.
Sim creio que todos os anos se passaram!
Todos os anos de esperar a Esperança.
Todos anos primaveris que esperavam o inverno ir embora, certos de que a primavera fosse fazer nascer nosso Esperar.
E, o mais surpreendente é que ainda nos surpreedemos.
Com nossos amigos? Mas, apesar de amigos, convivemos pouco!
Com nossos familiares. Mas são parentes, não somos nós!
Surpreender com aquele (a) com quem partilharmos nossa cama, nosos sonhos, nosso ontem, nosso hoje e até mesmo o amanhã que não sabemos?
Surpreender, com aquele (a) com quem partilhamos a nossa maternidade???
É assim que no Gêneses está escrito:
"Osso de um só osso, carne de minha carne"
Ainda nos revela a Palavra de Deus que:
"Quem ama sua mulher ama a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne, ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo, faz à Sua Igreja" (Ef. 5,29)
Supreendente é você descobrir que humanamente, você está só, você é só.
Na verdade nunca foi diferente e, onde você (eu) estava que não viu???
Que sensação!!!
Dor! Cansaço! Angústia!
Dor que doooói, mas não existe parto sem dor, então dor boa?
Cansaço? De caminhar na via sacra da solidão à dois? Pois bem, não seria muito pior, se presa à dor, estivesse estacionada lá na primeira curva do caminho?
Então é cansaço real de quem se gastou e caminhou, então é cansaço bom?
Angústia. Mas, o que é angústia?
É um sentimento tão pequeno, tão bobo, tão mesquinho que não tem competência para aprisionar uma mulher que sabe onde vai, ainda que, carregue um cruz em seus ombros. Esta tal da angústia, pode ser uma boa companheira, afinal foi por causa dela que escrevi este texto.
Então é boa, porque acabo por me sentir livre.
Afinal não estive sempre sozinha e não sabia?
Bom, agora que sei. É só tomar posse de mim mesma e, proclamar:
Seja bem-vinda a graça de Esperar no Deus da Esperança!
Curto esta dor que me traz à Vida e a Esperança de Viver.
Unidos e firmes na Oração.
Maria
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